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PREFÁCIO

Há livros que escolhem seus autores.

Não nascem em cafés tranquilos, nem em tardes silenciosas de inspiração. Nascem no impacto. No vazio. No tipo de dor que arranca o chão, que testa a fé, que exige renascimento. Este livro é um desses.

Quando recebi o convite para escrever este prefácio, senti imediatamente que não se tratava apenas de apresentar uma obra — mas de reverenciar uma história. Uma história real, marcada por perda, amor, paternidade, fé e uma coragem que não se aprende em curso algum. Ela se aprende vivendo… ou sobrevivendo.

Seu autor não fala aqui como professor, mas como homem. Como pai. Como alguém que viu a vida virar pó nas mãos e, ainda assim, escolheu reconstruí-la — um fragmento por dia. Escolheu levantar por si, mas também por dois meninos que um dia olharam para ele buscando esperança. Escolheu continuar, mesmo sem entender. E transformar a dor em propósito.

Este livro não é um manual para escapar do sofrimento, e isso o torna ainda mais precioso. Ele é um farol para quem está no escuro. Um abraço para quem perdeu. Um sopro para quem está cansado. Uma companhia para quem caminha com o coração costurado, mas pulsando.

Aqui, não há promessas fáceis.

Não há atalhos.

Há verdade. A verdade de quem chorou, questionou, caiu — e ainda assim decidiu amar a vida novamente. Página após página, você encontrará pedaços de alma, perguntas sem resposta, diálogos com Deus, noites longas e manhãs que pareciam impossíveis… até que chegaram. Encontrará também o milagre silencioso dos recomeços — aqueles que não fazem barulho, mas salvam.

Se você está passando por um luto, por uma ruptura, por qualquer perda que ainda arde — este livro pode ser um companheiro de jornada. Se você já se levantou uma vez quando achou que não conseguiria — ele vai lembrar você de onde veio sua força. E se você está vivo, apenas isso… vivo… então, já existe em você uma chama que merece ser protegida.

A Fórmula da Resiliência é mais do que um título.

É o testemunho de que o amor não termina na despedida. Que a morte não apaga a presença.

Que o coração, mesmo ferido, pode florescer de novo.

Que a dor, quando atravessada com verdade, não destrói — transforma.

Que este livro encontre seus leitores como encontrou seu autor: no momento certo, com profundidade, com a delicadeza de quem diz baixinho:

“Eu sei. Dói. Mas você não está sozinho. Respire. Caminhe. Continue.”

Porque recomeçar também é uma forma de amor.

Sérgio Manga

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